Ministério da Cultura

 O mais ou o menos: o espaço público de cultura nas autarquias locais 

22-02-2008 
Auditório do CEFA

MESA

Estiveram presentes nesta sessão o Ministro da Cultura (José António Pinto Ribeiro), o Secretário de Estado Adjunto e da Administração Local (Eduardo Cabrita) e a Associação Nacional de Municípios Portugueses. As entidades promotoras do programa de formação estavam representadas por António Gomes de Pinho e Luís Campos e Cunha (Presidente e Administrador da Fundação de Serralves) e pelo anfitrião, João Paulo Barbosa de Melo, Presidente do Conselho Directivo do CEFA.

PRIMEIRAS INTERVENÇÕES

A iniciar os trabalhos usaram da palavra o Secretário de Estado da tutela, o Presidente do Conselho Directivo do CEFA e os dois representantes da Fundação de Serralves.

Ao longo das quatro intervenções, salientou-se o papel da Cultura como factor promotor de desenvolvimento, sublinhando-se que as autarquias viviam um momento de reformulação de vocações, e que, nesse quadro, as políticas culturais são já «as políticas municipais do futuro». O Senhor Secretário de Estado, nomeadamente, salientou a importância da boa gestão e programação dos muitos espaços de cultura de que o país actualmente já possui e o Senhor Presidente do Conselho Directivo do CEFA, na mesma linha, referiu que este curso, feito em parceria com a Fundação Serralves, representa um pequeno mas significativo passo nessa direcção.

No uso da palavra, os oradores da Fundação de Serralves realçaram o modelo de colaboração com o CEFA enquanto aplicação de uma parceria público-privada, fórmula a que tinham aderido desde a primeira hora e que rentabiliza exemplarmente recursos e saberes, em benefício de toda a sociedade. Exprimindo a vontade institucional de colocar ao serviço do país e das autarquias a sua experiência acumulada na formulação de políticas culturais, destacou-se ainda que «a cultura pode ser gerida com tanta ou mais eficácia do que as outras áreas».

INTERVENÇÃO DO MINISTRO DA CULTURA E ENCERRAMENTO

Encerrando os trabalhos, usou da palavra o Ministro da Cultura, que começou por referir que em Portugal as questões culturais têm ganho significado no discurso político e estratégico, mas não têm tido igual correspondência no empenhamento económico, público e privado.

«É preciso colocar a cultura no centro, enquanto objectivo estratégico» – disse –, salientando que tudo deverá ser enquadrado culturalmente para que se preserve a identidade colectiva e se produza um desenvolvimento sustentável.

Continuando, Pinto Ribeiro exortou à adopção de boas práticas de intervenção como a criação de redes, a coordenação estratégica, a cooperação, a economia de meios, a prevenção dos erros de programação e a consciência do desperdício.

E por fim, elogiando «o percurso de excelência» do CEFA e da Fundação de Serralves, um na formação dos quadros das autarquias e outra na promoção das políticas culturais, salientou que em Portugal se tem de passar de uma cultura de saber para uma cultura de saber fazer.

«Para uma cultura da acção» – acrescentou – frisando ser possível também trabalhar mais com políticas de proximidade.