Ministério da Cultura

 «JOSÉ SARAMAGO. A CONSISTÊNCIA DOS SONHOS» 

23-04-2008 
Galeria de Pintura do Rei D. Luís I
Palácio Nacional da Ajuda, Lisboa
24 de Abril a 27 de Julho de 2008

A exposição José Saramago - A Consistência dos Sonhos, inaugura-se no próximo dia 23 de Abril, Dia Mundial do Livro, na Galeria de Pintura do Rei D. Luís I, no Palácio Nacional da Ajuda.

A exposição, que poderá ser visitada desde o dia 24 de Abril até 27 de Julho de 2008, é um projecto da Fundação César Manrique, sedeada em Lanzarote, resultando do trabalho de investigação desenvolvido durante mais de dois anos pelo Comissário Fernando Gómez Aguilera.

Pretendendo divulgar, em discurso visual, a obra literária e o pensamento crítico deste escritor português agraciado em 1998 com o Prémio Nobel da Literatura, a exposição conta com uma forte componente multimédia, recorrendo ao uso de suportes digitais e audiovisuais, e exibe um conjunto de documentos inéditos do espólio de Saramago.

A estrutura expositiva organiza-se de acordo com três grandes núcleos:

A semente, O Fumo das Palavras, Passos na Penumbra, Ofício de Escritor, A voz da escrita, A condição (in)humana, são os temas do primeiro núcleo, que conta com numerosa documentação inédita referente às origens do escritor, contextualizada no Portugal do seu tempo, e segue uma linha cronológica que se estende desde 1922 até à actualidade.

Segue-se um segundo núcleo temático, A consciência do Mundo, a atribuição do Nobel, Música e Palavras, com uma selecção de peças em vários suportes, fotografias, manuscritos de adaptações teatrais e operáticas, partituras, cartazes, gravações sonoras e gravações televisivas, entre outros documentos.

No terceiro núcleo apresenta-se um conjunto documental, que inclui correspondência do autor e recensões críticas, contextualizado no universo dos livros e da literatura.

O percurso expositivo inicia-se com uma projecção de um vídeo de Charles Sandison, artista contemporâneo escocês que concebeu quatro obras especificamente para esta exposição, e conclui-se com o texto autobiográfico que Saramago escreveu para a cerimónia do Prémio Nobel na Academia Sueca.

Serão ainda exibidas obras plásticas que integram a colecção de José Saramago, da autoria de Antoni Tápies, Armanda Passos, Bartolomeu dos Santos, David de Almeida, Ilda Reis, José Santa-Bárbara, Júlio Pomar, Rogério Ribeiro, Sebastião Salgado e Sofia Gandarias.

No espaço dedicado à repercussão e acolhimento mundial da sua obra, serão disponibilizadas 280 traduções das obras de Saramago, em mais de 30 línguas, com recurso constante a suportes digitais e audiovisuais.

Será ainda apresentada uma instalação com a recriação do escritório de trabalho de Saramago, com a sua mesa, a sua cadeira, a sua máquina de escrever, que utilizou desde os anos sessenta até 1989, bem como alguns objectos pessoais.

A itinerância da exposição, prevista para Madrid e várias capitais da América Latina, começa por Portugal, competindo a sua organização conjunta a três Institutos do Ministério da Cultura: Instituto dos Museus e Conservação (IMC), Biblioteca Nacional de Portugal (BNP) e Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas (DGLB).