A representação oficial de Portugal na 10ª Bienal de Arquitectura de Veneza, organizada pelo Instituto das Artes (IA) do Ministério da Cultura (MC), é comissariada pela arquitecta paisagista Cláudia Taborda e inspira-se no tema geral desta edição, «Cidades, Arquitectura e Sociedade».
Os arquitectos Amâncio (Pancho) Guedes e Ricardo Jacinto foram convidados a conceber uma intervenção nos Jardins da Bienal que possibilitasse uma experimentação de espaço de habitar aludindo à cidade. É assim que nasce «Lisboscópio», um dispositivo que convoca uma dupla exploração e vivência temporárias, do lugar e da obra instalada. Na sua construção utilizam-se matérias precárias frequentemente associadas a sinais que anunciam a transformação da cidade, tendo Lisboa inspirado o seu processo de concepção. Depois de Veneza, «Lisboscópio» inicia um ciclo de itinerância com passagens já previstas por Pequim, Xangai e Madrid.
De salientar que esta é a primeira Representação Oficial Portuguesa a ter lugar nos Jardins da Bienal.